Pedro Silva

Ninguém gere os ânimos exaltados no Sporting?


O que se passou com o Pedro Silva é grave.

O jogador em campo precisa de ser controlado pelos colegas, e em particular pelo capitão de equipa. Não pode ir dar uma “peitada” ao árbitro porque este cometeu um erro grave. As consequencias deste tipo de acções transcende (potencialmente, porque vivemos no reino da irresponsabilidade de quem dirige o futebol) em muito a derrota no jogo.

O recusar a medalha de finalista vencido é eventualmente legitimo mas muito feio. Alimenta o espírito de revolta de toda a gente, só prolonga o azedo da injustiça, é um mau exemplo. Cabe aos dirigentes do Sporting falar sobre estes casos, de cabeça fria usando dos meios que julgarem apropriados.

O Paulo Bento (treinador) e João Moutinho (capitão) também vão longe demais quando se sabe que atletas, dirigentes e treinadores são suspensos via órgãos disciplinares pelas declarações que fazem. Os interesses do Sporting devem prevalecer, e não é do interesse da instituição que servem tomarem atitudes que colocam em risco o futuro imediato, sendo ao mesmo tempo (forçosamente) totalmente ineficazes na reversão da injustiça que os motivou a agir dessa forma. Cabe (novamente) aos mesmos dirigentes do Sporting evitar esta “liberdade de expressão” aos profissionais do clube.

Ter alguma noção de estratégia a dirigir um clube de futebol tem que ser importante. Alguém tem que gerir os impulsos e ânimos dos jogadores e treinadores, em nome de inteligência e eficácia na perseguição do que são os interesses do clube.

O Sporting, como todos os restantes clubes que tenham interesse no desporto, devem perseguir uma alteração das leis do jogo. Devem lutar por todos os meios (incluindo os tecnológicos) que permitam salvaguardar a verdade desportiva. Devem comunicar a sua indignação via meios próprios, considerando cuidadosamente o seu porta-voz (nos casos em que consequencias disciplinares são uma possibilidade).

Ver o Pedro Silva perder a noção das proporções e dizer “que eu quero que o meu filho morra se foi penalty” é “inofensivo” para a criança, mas um tipo de declaração desproporcionada e patética (desesperada) que seria preferível evitar. Por favor alguém faça uma gestão mais “fria” e inteligente dos recursos humanos do clube e da forma como comunicam com a imprensa.

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