Televisão
A reportagem sic/expresso "Os bons piratas"
08/05/12 21:48
Já nem me lembrava da reportagem/artigo…
E do artigo do expresso…
E já agora hacker significa coisas muito diferentes “hoje” e há “25+ anos atrás”: http://en.wikipedia.org/wiki/Hacker_(term)
A reportagem é sobre eventos que ocorreram há muito, muito tempo atrás, numa terra nada distante.
Comments
Séries de televisão
23/10/11 23:28
Cá por casa estamos a seguir umas quantas series de televisão (na segunda metade de 2011):
- Grey’s anatomy
- Private practise
- House (mais eu que a Marlene)
- Desperate housewives (Marlene mesmo…)
- Flashpoint
- Terra nova
- Criminal minds
- Walking dead (eu)
- Californication (eu)
- Spartacus (eu)
- Game of thrones (está a gravar… é para ver de enfiada quando acabar a primeira temporada no SiFi channel)
… acho que nunca vi tanta televisão! Deve ter a ver com a minha falta de vontade de ver telejornais. Ver noticias ou ler jornais é absolutamente deprimente nos dias que correm. Há dois anos atrás ligava a Sic Noticias de manhã, todas as manhãs… Se vir dois minutos de telejornais por semana é muito, e é porque não estou em casa e não tenho o comando da televisão.
As grandes séries de televisão
10/01/11 23:35

Muito de vez em quando aparecem séries de televisão absolutamente excepcionais. São raras. Muito raras. A maior parte do conteúdo feito para televisão não me deixa saudades. Televisão exemplarmente bem escrita, no entanto, é uma das minhas experiências preferidas. O “Everwood” é uma maravilha, com alguns dos diálogos mais inteligentes que vi em televisão e personagens absolutamente fascinantes. O “Babylon 5” é de uma grandiosidade avassaladora, a “space opera” de referência.

A repetição “ad nauseam” infelizmente desgasta algumas formulas por muito giras que sejam. O “24” é o melhor exemplo. A todos os níveis é uma série absolutamente fantástica, mas a repetição de elementos ao longo das várias temporadas desgasta, vai retirando prazer ao espectador até a repetição literalmente “matar a série”. O “E.R.”, “Sex & the city” e “West wing” sofrem do mesmo problema. Por muito bem escritas que sejam (e se são!) as séries é preciso um processo evolutivo, ao longo das várias temporadas, que raramente é bem executado.
A maior parte das séries fica aquém do que parece ser o seu potencial inicial, cai numa formula de “pastilha elástica”, aparecem episódios perfeitamente dispensáveis em que quase nada acontece, etc. A “história central” (quando existe) da série avança a uma velocidade de caracol pontuada com excelentes momentos de televisão. A versão de 2004 da Galactica é um bom exemplo. Que pena ter perdido 80% do tempo em episódios perfeitamente dispensáveis, quando nos restantes 20% produziram alguns dos melhores momentos de ficção da história do pequeno écran. O Ronald D. Moore sempre fez isso: “Star Trek: Deep Space Nice” foi uma experiência semelhante (e igualmente pontuada por episódios magníficos).
Há casos “raros” de séries que pareciam destinadas à excelência... mas que são mortas em uma ou duas temporadas. O “Deadwood” é o melhor exemplo que me ocorre. Que maravilha de actores, textos, realismo e crescendo tensão. Faltou apenas a acção para libertar algum do vapor. A série foi interrompida ao fim de dois anos.
O “Yes, Prime Minister”, “Fawlty Towers”, “All in the family”, “Maude”, “Soap” e o “Family ties” são as séries de humor históricas que guardo na memória. Uma maravilha que revejo com prazer sempre que as apanho no “zapping”. Acho a mair parte das séries de humor modernas “engraçados”, mas a milhas dos “clássicos”, e francamente já estou “enjoado” da fórmula “mulher inteligente e bonita com um marido básico que só faz disparates”.
Cresci a ver séries que recomendo sem hesitar: “War and Remembrance”, “The Winds of War” e “War & peace”.
Hoje em dia vejo duas séries de que gosto francamente: “Spartacus” (violência, sexo, intriga e coragem em doses cavalares) e “Californication”. Vou vendo pessegadas a que acho alguma piada: “House”, “Grey’s anatomy” e “Private practice”. De forma completamente irregular (de tempos a tempos vejo alguns episódios) espreito o “Dexter” e “Lie to me”. A minha princesa (ou “melhor metade” como diria o meu querido amigo Carlos P. C.) tem um gosto completamente diferente do meu e gosta de coisas como “Desperate housewifes” e “Conta-me como foi” (ena, esta é portuguesa!), a que eu acho alguma piada, vou vendo com o canto do olho, ouvindo à distância, e percebendo minimamente o que são os conteúdos. Bem feitas ambas as séries.
Caprica (episódio piloto)
27/04/09 10:53
“Interessante” é a palavra que melhor descreve a minha impressão relativa ao episódio piloto da nova série. A história está centrada em Caprica, uma das 12 colónias, 50 anos antes dos acontecimento da série “Battlestar Galactica”. A história parece centrada na criação dos “Cylons”.
Ao contrário da Galactica há muito pouca acção. A série parece bastante focada no desenvolvimento das personagens. É ficção científica, num mundo muito parecido com o nosso, que é mesmo “demasiado parecido” (tal como na galáctica).
Um dos tópicos da série são as questões religiosas, terrorismo a elas associado, pelo que achei particular piada a uma religião monoteísta ser vista como “muito perigosa” (algo com que eu concordo, não achando que múltiplas fantasias irracionais são de alguma forma “melhores” que “uma única fantasia”, mas em Caprica aparentemente “são”). A série começa mesmo com um bombista suicida a fazer-se explodir em nome do seu Deus (“único” e “verdadeiro”, por oposição a todos os “outros” e “falsos”).
Entre os restantes tópicos com piada: uma indumentária muito anos 40... misturada com robots, realidade virtual, tecnologia aos magotes. Máfia. Tatuagens. Desportos muito parecidos com os “nossos”, etecetera e tal.
Como todas as séries de ficção cientifica em televisão é preciso muita capacidade de suspender a nossa capacidade de “não acreditar”... Em “Caprica”, como na “Galactica”, o que mais me custa é a sociedade ser tão “excessivamente parecida”, dos carros, aos comboios, o guarda roupa, o aspecto das cidades, os cigarros, o álcool, etc. Ok, tentando passar por cima de tudo isso, a série tem pontos com piada. Gostei de ver, achei “interessante”.
A “Galactica” tinha os mesmos “problemas” e teve episódios absolutamente magistrais. Com um bocado de sorte a “Caprica” segue o mesmo caminho.
"24 - Redemption"
27/11/08 12:20
Fraquinho este especial de duas horas do 24. Fico a aguardar a “season 7” do “24” para Janeiro, mas achei que “duas horas” eram demasiado curtas para as limitações inerentes a uma serie em tempo real. O cenário de África, longe da tecnologia da CTU, e o meu pouco envolvimento com as personagens (conhecia o Jack Bauer, o presidente dos Estado Unidos e o Tom Lennox), não ajudaram nada.
Está presente a brutalidade do “24”, o que é bom, e faltou a “troop” da CTU ou equivalente, o que é mau.
Os bons piratas
29/09/08 16:51
Domingo, 28 de Setembro, apareci na SIC (“Os bons piratas”) e no Jornal Expresso (“Eu fui pirata”), numa reportagem sobre os hackers de outros tempos. Achei piada. Deu a entender, a alguns amigos meus, que “tinha tido problemas legais” algures durante a minha juventude (o que não aconteceu), mas fora isso, o conceito da reportagem era giro e rever testemunhos de pessoas de quem guardo (boas) recordações foi excelente.
É engraçado (hoje) lembrar-me da BAT BBS, dos jogos que ninguém viu mas que eu escrevi, das aventuras e desventuras de alguns amigos com a lei, do espirito com que vivia cada dia em frente ao meu Amiga 3000... Curiosamente tenho saudades do SAS/C (um compilador de C), da Xenolink (Software de BBS que eu usava na BAT), dos jogos que escrevi (em particular do Universal Wars; um jogo de estratégia “turn based” para jogar online contra outros jogadores) e do que era passar noites inteiras à volta de um problema (uma rotina, um algoritmo, um bug).
Na que respeita à versão escrita (Jornal Expresso) trocaram a imagem com o Filipe Melo (saio claramente beneficiado) e o texto é muito menos ambicioso que na versão SIC. No que toca à televisão a audiência foi excelente e o feedback que recebi (entre amigos e clientes) foi muito positivo.
Está online o video no site da SIC.
