O que eu mudaria nas regras do futebol…
11/03/16 16:14 Classificados como: Futebol
De todas as iniciativas do Sporting só apoio UMA: meios electrónicos de auxílio à arbitragem. Isto porque o futebol é um jogo em que os resultados são adulterados quase semanalmente, há o culto da fita a simular faltas e a "batota" é vista como fazendo parte do jogo (I.e. Devia haver prémios de teatro e simulações), do antí-jogo (que não pára relógios, nem é punido, pelo contrário é premiado e considerado como indesejável mas normal). Não estou sequer a falar de corrupção, dou de barato que os árbitros sejam enganados pelas fitas e simulações, pela dificuldade de olhar ao mesmo tempo para o portador da bola e para posições de um atacante para ver se ele está “fora de jogo”.
Para além da introdução dos meios tecnológicos para ajudar árbitros a julgar melhor, de acordo com as regras do jogo, mudaria algumas dessas regras. Sei que não vai acontecer depressa, eventualmente nunca, mas qualquer uma das seguintes modificações seria tremendamente benéfica para para o jogo…
Árbitros devem ter microfones. Como nos campeonatos mundiais de rugby. Os jogadores devem ser esclarecidos sobre o que é assinalado, e em todos os momentos do jogo serem respeitados e respeitarem o árbitro. Qualquer atitude incorrecta deve resultar em sanções disciplinares exemplares (na minha opinião de um ano de suspensão, no mínimo, a ser proibido de competir indefinidamente nos casos extremos).
Sou favorável à suspensão por uma época completa (no mínimo, irradiados do desporto nos casos graves) de jogadores que tentem enganar o árbitro. Seja através das suas acções ou de palavras. Deve haver obrigação de dizer a verdade, o árbitro perguntar aos jogadores se foi falta, se foi com a mão, caso tenha alguma dúvida… Um jogador que seja bem sucedido a enganar o arbitro deve ter igualmente o clube com os pontos em disputa perdidos na secretaria e isso ser justa causa para despedimento e indemnização à entidade que o emprega.
No desporto deve haver sempre tolerância zero com batoteiros. É exactamente o mesmo que jogadores se doparem ou o suborno de alguém para adulterar um resultado. Não há lugar para essas pessoas no desporto. E sim, pontos e títulos indevidamente alcançados devem ser revogados na secretaria. São mentiras. Ficarem para a história é obsceno.
As faltas devem ser limitadas. A primeira falta resulta em expulsão temporária (por exemplo 10 minutos), a segunda em 20, a terceira em 40 e assim sucessivamente. As faltas são “usadas” não por nabice, também acontecem e por isso é que devem ser toleradas, mas acima de tudo como meios de antí-jogo, para travar adversários ilicitamente e alterar resultados. Não há critério aleatório “de árbitros” para cartão amarelo.
Faltas graves que coloquem em risco a integridade física dos adversários devem resultar em expulsão. Agressões e comportamentos incorrectos devem resultar em vários jogos de suspensão (reincidências na exclusão definitiva da competição) . Ah e tal, não pensou… tenham lá juízo, se toda a gente sabe as regras, e se um atrasado mental for suficientemente estúpido para as quebrar, não deve ali estar. Faltas que hoje dão expulsão (i.e. sem mais que um adversário pela frente em situação de golo eminente) devem ser exemplarmente punidas com exclusão de vários jogos. Não são acidentes, são batota, em que os jogadores acham que o preço que pagam “compensa” não deixar o adversário marcar o golo.
Sou favorável a que exista um limite de segundos, ou de toques na bola, para a bola ter que estar no meio campo do adversário. Livre directo, nos moldes do hóquei em patins, em que o jogador parte da linha de meio campo isolado, contra a equipa que falhe a colocação da bola no campo do adversário no tempo permitido. O cronometro deve parar sempre que não está a ser jogado o jogo por qualquer motivo, preferia três partes de vinte minutos efectivamente jogados ao “jogo com o cronómetro” que se faz hoje. Com dois intervalos de 5 minutos.
A lei do fora de jogo é uma parvoíce. Se há atacantes “à mama” os defesas que estejam atentos a isso. Ainda por cima é uma regra complexa de fiscalizar. Não faz falta. O futebol era melhor sem ela.
Sou favorável a que empates valham 0 pontos. Vitórias valham de 1 a 3 pontos dependendo dos golos de diferença entre os vencedores e os derrotados. E as derrotas os mesmos pontos negativos. Aos quatro golos de diferença declara-se KO técnico e acaba o jogo (como no boxe).
O futebol seria um desporto muito mais espectacular e os batoteiros seriam excluídos.
Comments
O que eu não gosto de ver nos adeptos de futebol
11/03/16 16:12 Classificados como: Futebol

Desrespeito pelos adversários, na minha cabeça é coisa de gente pequenina, são os adversários que valorizam a nossa equipa quando competem, quanto melhores forem melhor nos sabem as nossas vitórias. Chamar aos adeptos dos outros clubes de “lampiões”, “tripeiros”, “lagartos” e afins é próprio de atrasados mentais. Cresçam. Parem de se portar como pré-adolescentes.
Saber perder. Quero sempre que o meu Sporting ganhe, não gosto de ver o meu clube perder, ninguém gosta, mas não deixo de cumprimentar os vencedores, nem desvalorizo o que fizeram quando (me) ganham. Desculpas de maus perdedores são só isso. Foi o árbitro, foi a sorte, foi batota, foi isto ou aquilo. Faz parte do jogo, e no futebol a batotice e a fita, os erros de arbitragem, e a srte, fazem parte do jogo. Não interessa. Não gostam? Talvez o futebol não seja o desporto mais adequado. Experimentem o xadrez. ou mudem as regras do futebol para esses factores terem menos peso. Ganharam, parabéns pelo resultado, a minha equipa terá de fazer mais e melhor e ganhar o próximo.
Saber ganhar. Quando ganho não mando bocas aos adversários, fico contente, mas contenho o meu entusiasmo e manifestações de alegria. Respeito o meu adversário que estará naturalmente a sentir as emoções opostas às minhas. Não há que esconder a satisfação, mas da mesma forma que não vou a velórios dizer que há menos um cretino no planeta onde não faz falta nenhuma, não sinto necessidade de andar a esfregar o resultado na cara das pessoas a quem o meu clube acabou de ganhar. São assim tão frustrados? Precisam mesmo de se portarem como imbecis? Ah, foi, eles também lhe fizeram isso? Cambada de medíocres, tão pequeninos e com tanta frustração com as suas vidas, que fazem da vitória do clube de futebol uma coisa importante ao ponto de se portarem como palermas.
Eu sustento o meu clube, comprando o meu lugar no estádio e pagando quotas de sócio. Aos atletas do clube exijo (como associado) que se esforcem e honrem a camisola. Ganhem ou percam, exijo que se esforcem e façam o seu melhor, não posso exigir que “ganhem” e “não percam”. Ao presidente que seja um digno representante para a instituição. Agora tenho um presidente com que não me identifico, de todo, e um maníaco egocêntrico como treinador. Presidentes passam, treinadores idem, eu sou sócio há 30 anos já vi muitos passar. Não estou a viver um momento fácil como sócio do meu clube.
Conflito de gerações - Canal no Youtube
26/02/16 18:06 Classificados como: Canal Youtube | Conflito de gerações
Não tenho filhos. Tenho muitos sobrinhos e sobrinhas. Um deles, o Tiago Sousa, já é adulto, e essa é a linha na areia que eu traço para fazer vídeos públicos com eles e ter determinadas conversas…
Perceber diferentes gerações é muito complicado, mais ainda quando não se convive diariamente com crianças, e para muito boa gente é "quase irrelevante" entender a rapaziada "de hoje" (os "putos"). Mas eu sou muito curioso. Como pensam? O que pensam? O que mudou relativamente ao tempo em que eu tinha a idade deles?
O canal do Youtube tem mais vídeos (marcados como "para adultos") e só os conseguem ver se tiverem feito login. Há conversas que não são para crianças…
Clientes do MEO podem ver alternativamente ver os podcasts no MEO KANAL:

Mad Dog & company podcast
24/02/16 22:54 Classificados como: Podcast | Mad Dog & company
Mais do que gostar muito de animais, detesto quando seres humanos os maltratam ou abandonam (no caso dos animais de estimação). Um animal de estimação não é um brinquedo, nem uma forma "menor de vida", e deve ser respeitado.
A maior parte dos animais de estimação são comprados por pessoas que pouco ou nada sabem sobre eles, ou sobre os custos de os alimentar devidamente, do veterinário. Já para não falar das necessidades dos animais no que respeita a exercício e estimulo mental. Se soubessem eram vendidos menos animais, menos acabavam abandonados, ou eram literalmente "involuntariamente torturados" por donos que não os entendem.
Face a este cenário, e por achar que é um problema de educação, resolvi fazer um Podcast e um canal de Youtube em parceria com o Acácio Santos. Eu não tinha os conhecimentos sobre os animais necessários para o fazer, sei no entanto lidar com as componentes técnicas (produzir e colocar conteúdos na Internet), o Acácio Santos sabe muito sobre os animais. Juntos conseguimos fazer todo o projecto.
A Full IT fornece os equipamentos, servidores e o espaço em que é filmado, e é assim "o primeiro patrocinador" (muito pouco visível) do programa. Talvez um dia apareça um anuncio nos vídeos/áudio, mas para já isso não é importante. Como não fazia sentido nenhum inventar um nome "só para o projecto", quando o Acácio Santos tem uma loja de animais, resolvemos usar o nome da loja dele. Ficou assim o podcast da "Mad Dog & company" ("sponsored" discretamente pela Full IT).
O Acácio Santos é que prepara todos os episódios a nível editorial, eu trato das gravações, pós-produção e depois de colocar os resultados na Internet. Vários episódios são apresentados por mim ou pela Marlene Gomes (minha esposa, dona da www.missprint.com), sempre com o Acácio Santos presente.
Este Podcast e canal Youtube é mais dele (Acácio), nós (Paulo e Marlene) somos (e somos "mesmo") os "clientes da loja" a fazer perguntas. Talvez ele ganhe "negócio" com isto, nós ganhamos talvez uns cêntimos de euro do Youtube. Todos retiramos algo muito mais importante: contribuímos para donos mais informados, menos animais comprados por capricho/impulso, e potencialmente menos abandonos. Estes são os verdadeiros objectivos.
Pode ver em vídeo as gravações no Youtube.
Pode subscrever o Podcast no iTunes (versão só de áudio) e ouvir os episódios no carro ou no ginásio. Pode alternativamente encontrar os vários episódios (versão só de áudio) em http://maddog.libsyn.com se preferir fazer ou download "avulso" dos ficheiros mp3, ou ouvirr na web. Pode ainda usar o endereço http://maddog.libsyn.com/rss para subscrever o Podcast sem usar o iTunes em qualquer programa de gestão de podcasts.
Só tenho um pedido: partilhe e subscreva! É importante que a mensagem chegue às pessoas o quanto antes. Quanto mais pessoas forem "educadas" menos "acidentes" e "incidentes" desagradáveis vão acontecer a pessoas e animais.
Clientes do MEO podem ver alternativamente ver os podcasts no MEO KANAL:

Quando as lamentações substituem os sonhos
13/02/16 13:11 Classificados como: Viver

Já vi acontecer. Muitas vezes e a pessoas de quem gosto muito.
A consequência não é só as pessoas envelhecerem, é desistirem, viverem amarguradas, derrotadas pelas experiencias anteriores e a arrastarem-se pela vida desperdiçando essa coisa preciosa que é estar vivo. Esse tempo perdido não volta volta para trás. E o tempo é limitado.
Mesmo que a pessoa recupere um dia a alma, vontade e alegria de perseguir coisas, nada permite recuperar o tempo que se desperdiçou.
Vejo essas pessoas não fazerem coisas que lhes dão prazer e gratificação imediatas, porque não se conseguem desligar das consequências ("end game") que gostariam que resultassem das suas próximas acções (i.e. dinheiro / sucesso / reconhecimento / segurança / legado... pick your poison). Nem sempre o caminho mais "directo" para esse "end game" é uma linha recta. Nem é garantido que seja de todo atingível. Não digo que abdiquem do "end game", apenas que gravitem à volta, fazendo no meio termo coisas que vos proporcionem prazer mais imediato, eventualmente até vos aproximem do tal objectivo (que valorizam ao ponto de condicionar tudo o resto).
Os sonhos são perigosos. Estão excessivamente valorizados. Cada vez que alguns são atingidos tipicamente dão lugar a outros mais ambiciosos, e a vida gasta-se a perseguir a cenoura que está sempre centrada no horizonte. E o foco na cenoura não permite apreciar a paisagem e gozar a viagem durante essa corrida desenfreada.
Precisamos de pagar contas. Sobreviver numa sociedade em que há perigos e riscos. Ter um tecto por cima da cabeça e paredes e portas que nos permitam descansar protegidos. Depois disso atingido o importante é viver coisas que nos dão prazer. Se os objectivos e sonhos que nos condicionam ao ponto de destruir o prazer de viver, de fazer as coisas que nos dão prazer, se tudo é perseguir os sonhos, vão eventualmente (e improvavelmente) ser o tipo mais rico do cemitério ou o que era mais famoso ou reconhecido. Não me sai da cabeça a imagem do coelho da "Alice no país das maravilhas" perpetuamente atrasado.
As lamentações, a frustração de não ter ainda atingido metas imaginárias, ou se não se sentirem na "via rápida" para lá chegar, sentirem-se bloqueados em "estações de serviço" da "estrada imaginária" e sem qualquer interesse. Ou pior ainda, sentem-se numa estrada secundária que não está sinalizada no meio de nenhures. Todos os obstáculos parecem inultrapassáveis, ou no mínimo complicados de ultrapassar. São absolutamente óbvias as dificuldades e riscos, tantas vezes por culpa de terceiros, por o campo estar minado e inclinado. Nenhum caminho parece levar onde se exige chegar, todos parecem levar a nada que interesse.
Escrevam um livro, blog, seja lá o que for. Examinem esses objectivos, coloquem-nos em tribunal, sejam advogados das partes e juízes. Contem lá então ao mundo sobre esse mar de dores que foram as vossas experiências. Pode ser que alguém aprenda alguma coisa. Pode ser que quando se observarem com uma perspectiva critica em terceira pessoa descubram onde erraram. Pode ser que descubram que perseguir baleias brancas (Moby Dick) talvez não seja um bom projecto de vida e descubram outro alternativo e mais gratificante. Talvez não.
Recordo-me muitas vezes de um querido amigo meu, que quando lhe cancelaram o projecto de uma vida na televisão (que ele ele fazia há muitos anos), entrou num registo de vida mais amargo. Nunca parou, continuou a fazer outras coisas (deu aulas, continuou o projecto da televisão em rádio, fez mais fotografia e organizou muitas "pontas soltas" que tinha no sotão). Mas com tudo isso, nunca encontrou um caminho para um registo de vida tão gratificante e feliz como o que tinha antes. Acabou por falecer, e eu, que o adorava, confesso que não valorizo a obra dele (que é fantástica!) ao mesmo nível que valorizo os períodos em que o vi mais ou menos feliz. Podia ter feito mil outras coisas diferentes, para mim seria indiferente, o que ele fazia parecia importante na altura, mas o prazer que ele retirava de "fazer coisas" era o que era verdadeiramente importante aos meus olhos (hoje).
O importante é as pessoas extraírem da vida o sumo, a felicidade, o prazer de sentir. Resolver problemas, o gozo de resolver o puzzle, de ser bem sucedido a fazer coisas que eram difíceis. Mas não se condicionem, não joguem o jogo no nível de dificuldade errado. Mudem de jogo se esse não está a resultar. Podem sempre começar um novo. Não desistam é de perseguir esse unicórnio da felicidade, que mais não é que a soma de vários momentos de prazer que encontram pelo caminho. E, feitas as contas no final, ninguém quer saber o que fizeram, ou o não conseguiram fazer. Para quem realmente interessa o importante é recordar os vossos momentos de alegria, o prazer que tiveram pontualmente, e quanto maior a frequência dessas alegrias melhor.
Estejam mais com quem gostam, façam coisas que vos dão prazer, parem lá de sabotar a vossa própria vida (já basta as dificuldades inerente a ter uma e sobreviver nesta selva de asfalto e gente medíocre), preocupem-se mais com o curto e médio prazo que com o longo. Vai chegar o momento em que o tempo é mesmo o mais importante, e ele vai acabar, pensem mais em como aproveitar hoje, esta semana, este mês, para o mês que vem podem já cá não estar, ou pior que isso, pode já cá não estar uma pessoa de que gostam.
