2009

Deixar de fumar... terceiro dia...



Parei de fumar há dois dias e meio (quase três) e não estou neste momento particularmente "bem disposto" com a situação. Esta gaita está aperfeiçoada até ao limite da ciência para viciar. A nicotina é lixada. Neste momento passo tempo "a mais" a pensar nos cigarros. Como todos os vícios, não é particularmente agradável quebrar o ciclo de consumo.

Foi uma abordagem “parcialmente cold turkey", parar bruscamente de fumar, tal como já tinha feito há uns anos atrás (em que estive dois anos sem fumar). Mas isso é só metade da história, daí o ser “parcialmente cold turkey”. Tenho adesivos de nicotina e já usei dois em três dias, ainda não fui comprar pastilhas (e quero ver se não vou), a ideia não é deixar só de “inspirar fumo”, é mesmo também quebrar o consumo de nicotina... o meu plano é nesta primeira semana consumir 5 pensos de nicotina, o máximo um por dia, que corresponde a 1/3 do “recomendado”, durante menos 1/10 do período “recomendado” pelo fabricante dos ditos adesivos.

Estou a parar sozinho e sem apoio de ninguém. Estou a parar porque quero. Porque fumar é como dar marteladas nos dedos dos pés para sentir o alivio dos intervalos. O problema (desafio) não é entender o meu próprio vicio, perceber que o “prazer de fumar” está precisamente no “alivio” da privação de nicotina, é mesmo quebrar o ciclo.

Para ter alguma companhia neste processo, uso o meu iPhone e uma aplicação que conta as horas, cigarros que não fumei, dinheiro que não gastei, etc. Como factor de motivação tem “prémios” que eu escolho para metas temporais. Vou oferecer a mim próprio com esse dinheiro poupado “coisas”: um álbum no iTunes (demora três dias sem fumar), um jogo para a consola (demora mês e meio), etc.

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Miséria... mesmo ao lado...


Estava eu a tomar o belo do lanche entrou um puto (vinte e poucos anos é o meu melhor palpite) no café a pedir a alguém que lhe comprasse uma revista "CAIS" ou lhe pagasse qualquer coisa para comer. Quando passou pela minha mesa fiz um sinal de quem não lhe ia dar nada, um senhor umas mesas ao lado anuiu e mandou vir uma empada, que o rapaz agradeceu.

Algo que não sei identificar com precisão, talvez no olhar dele, na expressão de genuíno agradecimento (e comoção) que fez quando agradeceu, na postura física humilde, na forma como se movia, deixou-me profundamente angustiado. Terminei apressadamente o meu café, fui à procura dele com uma sensação de urgência, de quem tem um nó no estômago, e dei-lhe todas as moedas que tinha no bolso quando o encontrei.

Imagens de miséria que me ficam na minha mente, de pessoas iguais a mim, mas a viver o pesadelo de depender da caridade de terceiros para comer. Tenho a certeza que é completamente arbitrário o que nos separa. Eu tive todas as oportunidades e a sorte do meu lado, e vi por uns segundos sentimentos que me são familiares no olhar dele... podia ser eu na mesma situação.

Miséria... Mesmo ao meu lado...
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Extremos...


Leiam - que vale a pena. Espalhem - porque merece ser visto por muita gente...
http://igrejainternacional.wordpress.com/2009/06/29/os-males-dos-video-gueimes/

... e depois, para algo completamente diferente, temos o caso típico do “fighting fire with fire”. Usar argumentos religiosos contra as religiões não é a minha formula preferida de abordar o problema.

http://www.godisimaginary.com/

Prefiro a abordagem do Dawkins, e contrapor apenas a ciência face às fantasias, porque o absurdo do debate assente na “argumentação religiosa” confere à mesma uma credibilidade que eu não acho de todo legitima. Um ponto há em comum, as pessoas não religiosas devem ser visíveis, a bem de uma sociedade mais racional. Não é vergonha nenhuma não acreditar em seres imaginários e histórias da carochinha.
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As motas ao longo dos anos...



A primeira mota (?) que tive foi uma DT 50cc... acho que a maior viagem que fez foi de Lisboa a Rio Maior “fora de estrada”. Levou-me a São Pedro do Estoril (no verão de um qualquer ano distante) umas centenas de vezes, dentro de Lisboa era o meu transporte de todos os dias. Cada vez que chegava à mota tinham roubado uma peça qualquer. Devo ter pago umas três motas novas, só em peças, ao longo dos dois anos que tive a mota. Tinha que estar sempre numa garagem algures. É o grande problema com as motas populares.




Ah! A minha XT! Grande mota. Fiz com ela “Marrocos” (grande atlas, sahara) e muitos km em Portugal (principalmente no Alentejo). Foi a minha primeira mota “digna do nome”. Grande gozo. À semelhança do que havia sucedido com a DT, fui roubado umas quantas vezes... Não se pode ter uma mota “normal” em Portugal sem estar constantemente à procura de garagens.




A primeira BMW. Era uma R1100GS. Com ela percorri Espanha aos “zig-zags”, dos Picos da Europa a Barcelona, de Finisterra a Gibraltar. Desapareceram todos os problemas com roubos, descobri que as motas “grandes” são muito mais seguras que as “pequenas”, e dificilmente me apanham numa mota que não seja da BMW (a menos que a vida me corra mal um dia, que estes bichos são caros).



A minha primeira mota de turismo... a primeira que não permitia todo o terreno. Com ela corri Espanha, até aos Pireneus, e fiz uma alarvidade de km. Excelente mota a BMW R1150RT.



A minha mota actual. Já me levou a grandes passeios por Espanha e França. Tem mais motor do que a “minha dose”, anda que se desunha, e desconfio que será a mota mais veloz que alguma vez terei, claramente acima do meu nível de conforto. Ainda a vou manter pelo menos até ao verão de 2010... qual a herdeira é para mim um mistério.
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Imagens da viagem pela Route 66...











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Caprica (episódio piloto)


“Interessante” é a palavra que melhor descreve a minha impressão relativa ao episódio piloto da nova série. A história está centrada em Caprica, uma das 12 colónias, 50 anos antes dos acontecimento da série “Battlestar Galactica”. A história parece centrada na criação dos “Cylons”.

Ao contrário da Galactica há muito pouca acção. A série parece bastante focada no desenvolvimento das personagens. É ficção científica, num mundo muito parecido com o nosso, que é mesmo “demasiado parecido” (tal como na galáctica).

Um dos tópicos da série são as questões religiosas, terrorismo a elas associado, pelo que achei particular piada a uma religião monoteísta ser vista como “muito perigosa” (algo com que eu concordo, não achando que múltiplas fantasias irracionais são de alguma forma “melhores” que “uma única fantasia”, mas em Caprica aparentemente “são”). A série começa mesmo com um bombista suicida a fazer-se explodir em nome do seu Deus (“único” e “verdadeiro”, por oposição a todos os “outros” e “falsos”).

Entre os restantes tópicos com piada: uma indumentária muito anos 40... misturada com robots, realidade virtual, tecnologia aos magotes. Máfia. Tatuagens. Desportos muito parecidos com os “nossos”, etecetera e tal.

Como todas as séries de ficção cientifica em televisão é preciso muita capacidade de suspender a nossa capacidade de “não acreditar”... Em “Caprica”, como na “Galactica”, o que mais me custa é a sociedade ser tão “excessivamente parecida”, dos carros, aos comboios, o guarda roupa, o aspecto das cidades, os cigarros, o álcool, etc. Ok, tentando passar por cima de tudo isso, a série tem pontos com piada. Gostei de ver, achei “interessante”.

A “Galactica” tinha os mesmos “problemas” e teve episódios absolutamente magistrais. Com um bocado de sorte a “Caprica” segue o mesmo caminho.

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Reason is the greatest enemy that faith has



Eu de acordo com uma igreja? É verdade.

A frase é do Martin Luther e o contexto é: “Reason is the greatest enemy that faith has: it never comes to the aid of spiritual things, but--more frequently than not --struggles against the divine Word, treating with contempt all that emanates from God.

Será que o pastor John Lindsey e Martin Luther percebem que “nada” emana de deuses imaginários? Eu acho que não. A piada toda está precisamente nesse ponto. É claro para mim que se o raciocínio fosse aplicado a “fadas” e “duendes” em vez de Deus imaginário que eles acreditam existir, estariam de acordo com o natural desprezo racional por este tipo de fantasias.


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Porque não se ouvem os árbitros pedir meios tecnológicos?


Não consigo perceber a lógica. São juízes de tudo o que se passa no campo. Erram porque são humanos e naturalmente limitados na sua capacidade de avaliar os detalhes de cada lance. Podiam errar menos se tivessem meios tecnológicos. Aparentemente não estão interessados ou eu estou muito mal informado.

A FIFA e UEFA, que devem ser as organizações mais idiotas e incapazes do universo desportivo, insistem em manter a “margem” de erro a níveis da primeira metade do século passado. Até aceitam patetices como ter mais um árbitro em campo (que diminui ligeiramente a margem de erro mas está a milhas da avaliação de imagens de meia dúzia de câmaras de filmar por um quarto arbitro) mas para meu espanto não parecem interessados em tecnologia. Em algo que provavelmente acaba com erros em quase todos os cenários. A única justificação que encontro é as organizações que tutelam o futebol acharem a deturpação da verdade desportiva algo aceitável.

Tecnologia como auxiliar de arbitragem não é novidade em várias modalidades. Está é ainda para chegar ao futebol, o mais televisionado e rico de todos os desportos na Europa. Onde a fotografia não existe (como no atletismo) e o video (como no rugby) é ficção cientifica... mas não deveriam ser os árbitros os maiores interessados em ter meios para “errar menos”, poder fazer julgamentos matéria de direito (interpretar as leis do jogo) na posse dos factos (o que aconteceu) por oposição a julgar com base no que parece ter acontecido (e que milhões estão a ver de três ângulos diferentes na televisão)?

Se a posição da FIFA e UEFA é só absurda e estúpida, já os árbitros são suspeitos e a sua postura é incompreensível. A margem de erro é um convite à suspeita, à injustiça, ao julgamento impossível. Não faz qualquer sentido não advogarem a utilização de mais meios para os ajudar a fazer o seu papel com menos margem para errar.

Não percebo porque os relatórios do arbitro entregues no final de cada jogo não são públicos.

Não percebo porque não ouvimos a conversa entre árbitros e jogadores (como no rugby).

Não percebo porque não ouvimos a conversa entre árbitros e os seus auxiliares. Há alguma coisa a esconder na conversa de “viste se foi X que aconteceu?” e a respectiva resposta afirmativa ou negativa?

Não percebo como se tolera uma completa falta de respeito pelos árbitros (vejam um qualquer jogo do campeonato do mundo de rugby na televisão), percebo é a causa: alguns desses árbitros não se dão ao respeito e como tal não o merecem.

Os árbitros de futebol não explicam as faltas em muitos casos (que deviam explicar, para toda a gente perceber o que aconteceu e porque foi marcada), fazem caras de maus e mandam os jogadores embora (são tipo... cães? É que essa é a figura típica de quem aponta para o ar a mandar o cão lá para fora!). Ouvem insultos e comentários desrespeitosos e fazem de conta que não foi nada. O som do microfone devia ser público, o mais pequeno sinal de desrespeito devia resultar na expulsão do jogador (ou substituição obrigatória, temporária ou definitiva)... que inovador (para quem nunca viu rugby).

Há jogadores que acusam árbitros de lhes segredarem mensagens destabilizadoras, árbitros que acusam jogadores de insultos e acusações. Muito bem. E que tal lidar com ambos os casos de forma clara, pública e transparente? Haverá alguma coisa no futebol que torna isto mais complicado que no rugby ou em desportos de combate? O futebol é mais viril e incontrolável que os outros desportos todos?

O futebol é muito mal tratado por organizadores e árbitros. É uma pena e uma vergonha.
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Ninguém gere os ânimos exaltados no Sporting?


O que se passou com o Pedro Silva é grave.

O jogador em campo precisa de ser controlado pelos colegas, e em particular pelo capitão de equipa. Não pode ir dar uma “peitada” ao árbitro porque este cometeu um erro grave. As consequencias deste tipo de acções transcende (potencialmente, porque vivemos no reino da irresponsabilidade de quem dirige o futebol) em muito a derrota no jogo.

O recusar a medalha de finalista vencido é eventualmente legitimo mas muito feio. Alimenta o espírito de revolta de toda a gente, só prolonga o azedo da injustiça, é um mau exemplo. Cabe aos dirigentes do Sporting falar sobre estes casos, de cabeça fria usando dos meios que julgarem apropriados.

O Paulo Bento (treinador) e João Moutinho (capitão) também vão longe demais quando se sabe que atletas, dirigentes e treinadores são suspensos via órgãos disciplinares pelas declarações que fazem. Os interesses do Sporting devem prevalecer, e não é do interesse da instituição que servem tomarem atitudes que colocam em risco o futuro imediato, sendo ao mesmo tempo (forçosamente) totalmente ineficazes na reversão da injustiça que os motivou a agir dessa forma. Cabe (novamente) aos mesmos dirigentes do Sporting evitar esta “liberdade de expressão” aos profissionais do clube.

Ter alguma noção de estratégia a dirigir um clube de futebol tem que ser importante. Alguém tem que gerir os impulsos e ânimos dos jogadores e treinadores, em nome de inteligência e eficácia na perseguição do que são os interesses do clube.

O Sporting, como todos os restantes clubes que tenham interesse no desporto, devem perseguir uma alteração das leis do jogo. Devem lutar por todos os meios (incluindo os tecnológicos) que permitam salvaguardar a verdade desportiva. Devem comunicar a sua indignação via meios próprios, considerando cuidadosamente o seu porta-voz (nos casos em que consequencias disciplinares são uma possibilidade).

Ver o Pedro Silva perder a noção das proporções e dizer “que eu quero que o meu filho morra se foi penalty” é “inofensivo” para a criança, mas um tipo de declaração desproporcionada e patética (desesperada) que seria preferível evitar. Por favor alguém faça uma gestão mais “fria” e inteligente dos recursos humanos do clube e da forma como comunicam com a imprensa.

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Taça da liga 2008/2009... foi mentira!


O arbitro Lucílio Baptista cometeu um erro de análise e marcou um penalty inexistente. O Benfica empatou o jogo, que veio uns minutos mais tarde ganhar na marcação de grandes penalidades. A taça foi para o Benfica e o Sporting ficou com o sabor amargo da derrota na língua.

A responsabilidade primária pelo sucedido é obviamente dos dirigentes do futebol moderno que recusam a utilização de meios auxiliares (video) para a arbitragem. Todos os espectadores de um jogo transmitido em directo na SIC viram imediatamente que se tratava de um erro de julgamento, os árbitros não tiveram acesso às imagens, usaram as impressões que tinham recolhido no campo para julgar (mal) o lance.

Ninguém me convence que isto são “contingências do jogo” e que existem “valores mais altos” que a verdade desportiva. Se usamos câmaras de video para o rugby, de fotografar para o “photo finish” nas corridas de velocidade, não faz sentido nenhum não se usar tecnologia no futebol em nome da salvaguarda da justiça dos resultados.

O que se passou é uma vergonha. Uma injustiça. Mas o culpado não é o arbitro, não são os jogadores que celebram uma vitória “baseada em erros de arbitragem”, não são os treinadores. Os únicos culpados são os cavalheiros que dirigem o futebol e preferem conviver com os erros dos árbitros a salvaguardar a verdade desportiva.
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O documentário do ano: "Religulous"


Acho um piadão ao Bill Maher. Tem imensa piada, é inteligente e um comunicador fantástico. Do comentário politico à comédia de situação, passando pelas milhentas entrevistas que aparecem no youtube, se o nome dele aparece eu estou interessado.

Gostei em particular dos especiais da HBO (standup comedy) “Be more cynical” e “The decider” (não vi ainda os outros, mas verei em breve de certeza).

Em 2008 fez um filme chamado “Religulous” (uma mistura de “religion” e “ridiculous”) sobre as várias religiões do mundo. É a versão “cheia de graça” dos documentários do Richard Dawkins, realizada pelo relaizador do “Borat”.

Em resumo o Bill Maher corre o mundo entrevistando pessoas ligadas às várias religiões e a fazer perguntas simples como “porque é que Deus não derrota o Diabo”, porque “não fala directamente com as pessoas em vez de usar uns desgraçados (geralmente escolhidos no meio de algum deserto) como mensageiros”, etc...





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The Dawkins DVD collection

Comprei na amazon.co.uk a colecção de videos do Richard Dawkins. É excelente. Três episódios sobre o Darwin, a oposição feita pelas várias religiões ao ensino da ciência, nomeadamente pela religião católica. É uma luta desigual entre a ciência (teorias evolucionistas) e religião (acreditam literalmente que o mundo tem 6 mil anos, que Deus criou o mundo em 7 dias, que Adão e Eva foram seduzidos por uma serpente falante, etc).

É muito mais chocante do que possa parecer. O Richard Dawkins mostra bem a realidade e porque é um problema mais grave do que pode parecer. Vale a pena!

Dois documentários completam o pacote: “The root of all evil” e “The enemies of reason”. Sem rodeios, sem meias palavras, são duas horas de explicação sobre porque motivo as religiões são um problema grave. A tendência natural das pessoas é “não se oporem” às crenças religiosas de outras pessoas, acharem que a liberdade de credo é um direito respeitável, sem consequências para “moderados” e “descrentes”. Acontece que não é assim. De todo...

É um espectáculo triste e degradante ver as pessoas alicerçarem as suas convicções e acções em mitos da idade do bronze, ver como se exploram financeiramente, como levam pessoas a extremos. É preocupante como doutrinam as crianças misturando ciência e religião, numa idade em que se formam as estruturas cognitivas. É relevante a forma como estas actividades não são tuteladas de todo e em muitos casos são mesmo apadrinhadas pelos estados.

A não perder em video:



Para ler recomendo:

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O pastor que conduz as ovelhas ao precipício...


Sempre curioso ver o “papa” a literalmente conduzir à morte o seu rebanho... esqueçam lá os preservativos, o que os crentes precisam mesmo é de um “despertar espiritual”.

Leia-se: se vos apetecer praticar sexo, e se estiverem em condições de o fazer junto a alguém com a mesma vontade, ignorem o potencial parceiro que está à vossa frente e pensem antes em Deus, a mãe dele, ou um dos muitos santos da igreja católica... se decidirem antes copular (um momento de fraqueza, sei lá, isto é demasiado anormal para eu perceber a lógica...), quando deveriam segundo a igreja abster-se, é bom que “rezem muito” porque não estão a usar qualquer protecção vírus da SIDA. Se seguirem esta linha de pensamento vão provavelmente conhecer o vosso deus “mais cedo”, promover o encontro antecipado para o vosso parceiro(a) sexual, ou quem sabe fazer mais uma ovelhita para o rebanho do papa.

É a completa promoção de comportamentos suicidas, acompanhada de homicídio por negligencia, ambos promovidos ao mais alto nível pela igreja católica. Um excelente exemplo do perigo que representam este tipo de superstições para quem as segue.

O que os “crentes” precisam mesmo é de educação e de mais tento na língua de quem se encontra em lugar de poder e influência. A haver um óbvio défice de ambos ajudava muito que as pessoas fossem mais vocais a criticar este tipo de barbaridades. Estão literalmente a salvar vidas se o fizerem.

Isto acontece à frente dos nossos olhos, com os chamados “cristãos moderados” a assistir passivamente, ou a murmurar as criticas e círculos fechados, em pleno século 21. Eu acho que o papa é um irresponsável, sabe perfeitamente a influência que tem na sua audiência, e em consciência não se coíbe de agir de forma a contribuir activamente para a morte e sofrimento de pessoas que o seguem.

Na tentativa de salvar umas vidas: seja qual for a sua religião ou conjunto de valores, use preservativos se tiver relações sexuais, são as vossas vidas que estão em risco se não o fizerem. Se não se colocar a questão de serem transmitidas doenças (que pode acontecer) usem outros meios de contracepção: não substitua o planeamento familiar por um jogo de “roleta russa”.

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Douglas Adams e as religiões...


http://sandwalk.blogspot.com/2007/03/douglas-adams-speaks-about-religion.html

Que falta que eu sinto do sentido de humor do Douglas Adams...

Uma passagem do discurso fala sobre os dogmas (i.e: “ponto fundamental e indiscutível de uma crença religiosa; proposição apresentada e aceite como incontestável e indiscutível”), em particular no sentido religioso (ou seja a primeira parte do conteúdo parêntesis anterior).

Foi usado pelo Dawkins no discurso na TED... o que me levou a saber um bocadinho mais sobre o discurso original...
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Árbitros, FIFA e UEFA

Confesso que estou cansado de ouvir as discussões recorrentes relativamente aos erros de árbitros de futebol. É assim porque a FIFA e UEFA querem que seja. Não há nada que se possa fazer até esses cavalheiros decidirem que a verdade desportiva é importante. Depende deles, só deles, e árbitros e jogadores não contam para esse totobola.


Os árbitros de futebol são desonestos?

Não tenho a mais pequena ponta de dúvida de que há árbitros desonestos em todo o mundo. Assim como há funcionários desonestos em quase todos os sectores de actividade. Não tenho também qualquer duvida de que ninguém é corrupto sozinho. Alguém terá de subornar ou pressionar para que algo corra mal.

O problema não é da arbitragem e sim da raça humana, da sociedade em que vivemos. É completamente idiota pensar que a solução passará pelo aprimorar das personalidades através da revolta dos lesados ou por via da indiferença, ou reconhecimento ocasional dos erros, dos beneficiados pelos erros cometidos..


Árbitros são os únicos amadores em campo

Não me parece lógico que assim seja, estão em jogo estruturas e interesses que são incompatíveis com o amadorismo. É para mim absolutamente óbvio que os árbitros e respectivas estruturas devem ser profissionais. Porque é uma opção de vida que acarreta o seu peso. Porque é importante que existam as condições para se prepararem física e psicologicamente para uma actividade de grande responsabilidade (face aos interesses em jogo no futebol profissional).

Não me parece que a “forma física” e “vontade de apitar bem” possam melhorar significativamente. Mas são um factor de peso num desporto que envolve milhões e não faz sentido nenhum serem amadores. Se “melhorar alguma coisa” vale de certeza o dinheiro que custa.


Árbitros estrangeiros a arbitrar jogos dos três grandes nas competições nacionais

O Braga avançou hoje com a proposta de serem utilizados árbitros estrangeiros para arbitrar os jogos dos três grandes (i.e. Sporting, Porto e Benfica). A lógica do argumento seria de que estes seriam menos impressionáveis pelo ambiente que rodeia os jogos que movimentam maior numero de adeptos em Portugal.

Eu confesso que não tenho nada contra a existência de protocolos com outras ligas que permitam a utilização de árbitros estrangeiros nas ligas de toda a Europa. Isso acontece nos jogos da UEFA com bons resultados. Não me parece é que seja solução para o problema dos erros ou da corrupção e jogos de pressão.

Confesso que tenho dificuldade em entender porque motivo os árbitros portugueses seriam mais pressionáveis. Não acho que os portugueses sejam mais fracos, menos capazes, mais corruptos e de alguma forma mais permeáveis a influencias externas. Não me parece também que errem “mais” ou tenham menos vontade de errar “menos”.

O intercâmbio dos melhores árbitros entre as várias ligas parece-me positivo. Estar nessa elite a arbitrar jogos importante por toda a Europa é um excelente incentivo para todos. Já acontece nas competições da UEFA, porque não acontecer nos jogos mais importantes de cada jornada.

Infelizmente não me parece que seja a solução para as motivações que estão por trás das propostas do Braga. Esses árbitros também erram. Talvez errem menos, se forem de facto a “fina nata” da arbitragem europeia... Mas já vi vários jogos dos três grandes em que os árbitros não tiveram qualquer influência no resultado e erraram muito pouco. Estou convencido de que isso sucede na maioria dos jogos. Acontece que os interesses que rodeiam as competições profissionais são tão grandes que, quando corre mal, os efeitos são óbvios e visíveis a todos.


A FIFA e as ajudas electrónicas

O futebol nem sequer é particularmente complexo. A FIFA teima em não adoptar tecnologias correntes como ferramentas auxiliares na actividade dos árbitros. Os argumentos vão desde o completamente idiota (que é economicamente insustentável, pois claro, custaria menos um jogador em cada plantel de segunda divisão, o que é intolerável e acabaria com o desporto) ao limite do filosófico na versão rafeira do termo (que é mesmo assim, que os árbitros errarem e estarem limitados faz parte da filosofia do futebol).

Sensores na bola para evitar que sejam validados golos em que a bola não entrou na baliza, ou invalidados golos em que de facto entrou, parecem-me importantes...

Ajudas de video junto do quarto arbitro (à semelhança do que se passa no rugby) são hoje acessíveis. Em caso de dúvida o arbitro principal pode sempre parar o jogo, obter uma avaliação dos seus auxiliares, e retomar o desafio salvaguardando a verdade desportiva. Basta ver um campeonato do mundo de rugby para perceber que o sistema funciona lindamente e que as pausas não são relevantes. E se no rugby é complicado mesmo com imagens perceber algumas situações...

Eu achava piada a que a verdade desportiva fosse importante. Sem as ajudas electrónicas provavelmente seriam precisos mais árbitros em campo, outros ângulos de visão, e mesmo assim estou convencido de que não seria uma solução eficiente. A tecnologia existe, não faz sentido nenhum não a utilizar. Querem os culpados do arraial que se vive com a arbitragem? Olhem para a FIFA e UEFA...



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